Árvores Dançantes
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Árvores Dançantes
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Emily Carr e os Árvores Dançantes: Uma Jornada pela Paisagem Britânica Columbia
Emily Carr (1871 - 1945) foi mais do que apenas uma pintora; ela era uma cronista de um mundo em transformação, uma observadora apaixonada tanto da majestade natural das florestas do Pacífico Noroeste quanto da rica herança cultural dos seus povos indígenas. Sua vida desenrolou-se contra o pano de fundo de uma Canadá em rápida evolução, uma nação lutando por sua identidade e relação com suas populações nativas. Filha de Richard e Emily Carr, imigrantes ingleses que buscavam oportunidade na jovem colônia, ela cresceu em um lar que valorizava tanto tradição quanto progresso. Essa dualidade moldaria profundamente sua visão artística. Desde cedo, incentivada por seu pai, Emily demonstrou uma aptidão extraordinária para a arte, um talento nutrido por educação formal e uma profunda conexão com o ambiente circundante. As imponentes florestas do Vancouver Island, a costa rochosa e a vida vibrante de suas comunidades indígenas fascinavam sua imaginação e inspiravam suas obras. Carr dedicou seus últimos anos à escrita, buscando transmitir suas experiências e percepções sobre o mundo ao redor. Mas sua pintura continuou inovadora, explorando novas técnicas e estilos que refletiam as mudanças da época. Ela encontrava beleza na simplicidade das formas naturais e na força das cores, buscando expressar emoções profundas através da arte. Sua obra é marcada por uma busca constante pela autenticidade e pela liberdade criativa, uma tentativa de capturar a essência da vida em suas obras mais significativas. Um dos trabalhos mais emblemáticos de Carr foi "Dancing Trees" (1937-40), uma pintura que representa uma árvore com um rosto humano, simbolizando o encontro entre natureza e espírito humano. O estilo artístico é caracterizado pelo grupo de sete artistas canadenses, que buscavam uma estética inovadora e original, inspirada pelas ideias do movimento moderno europeu. Carr utilizava pinceladas largas e ondulantes para criar efeitos de luz e sombra que evocavam o movimento das árvores ao vento, buscando transmitir uma sensação de alegria e energia em suas obras. Além disso, ela explorava temas relacionados à natureza e à espiritualidade, como a relação entre o homem e o mundo natural, utilizando símbolos religiosos e mitológicos para enriquecer seu trabalho artístico. A pintura é considerada uma obra-prima do grupo de sete artistas canadenses, que buscavam uma estética inovadora e original, inspirada pelas ideias do movimento moderno europeu. Carr utilizava pinceladas largas e ondulantes para criar efeitos de luz e sombra que evocavam o movimento das árvores ao vento, buscando transmitir uma sensação de alegria e energia em suas obras. Ela também explorava temas relacionados à natureza e à espiritualidade, como a relação entre o homem e o mundo natural, utilizando símbolos religiosos e mitológicos para enriquecer seu trabalho artístico. A obra transmite uma profunda emoção pelo mundo natural, celebrando sua beleza e força através da arte. É um convite à contemplação e à reflexão sobre o papel do homem na natureza, buscando transmitir uma mensagem de esperança e renovação em suas obras mais significativas. Uma verdadeira homenagem à paisagem britânica Columbia e à visão artística de Emily Carr.Obras Relacionadas
Biografia do Artista
Emily Carr (1871-1945): Uma Pionheira da Arte Canadense e Voz da Alma do Pacífico Ocidental
Emily Carr, nascida em dezembro de 1871, em Victoria, British Columbia, foi muito mais que uma pintora; ela foi uma cronista de um mundo em transformação, uma observadora apaixonada tanto pela majestade natural da costa pacífica canadense quanto pelo rico patrimônio cultural de seus povos indígenas. Sua vida desenrolou-se contra o pano de fundo de uma Canadá em rápida mudança, uma nação enfrentando sua identidade e relação com suas populações nativas – um período marcado por profundas mudanças sociais e culturais que moldaram a trajetória artística da artista. Filha de Richard Carr, comerciante inglês, e Emily Saunders, ela cresceu em uma família que valorizava tanto tradição quanto progresso, uma dualidade que influenciou profundamente sua visão estética. Desde cedo, incentivada pelo pai, Emily demonstrou uma aptidão extraordinária para a arte, um talento nutrido por educação formal e uma conexão profunda com o entorno paisagístico. As imponentes florestas da Ilha de Vancouver, a costa rochosa e a vida vibrante que ali habitavam tornaram-se fontes constantes de inspiração. Mas não apenas a beleza visual atraía Carr; ela buscava capturar *o espírito* dessa terra, seu poder inerente e mistério – uma busca que guiaria toda sua obra artística.Os Primeiros Anos e Influências Familiares
Emily Carr nasceu em uma família inglesa estabelecida em Victoria, onde Richard Carr havia investido seus recursos como comerciante para construir uma vida próspera na jovem colônia britânica. Sua mãe faleceu em 1886, deixando o pai responsável pela educação dos filhos restantes – uma tarefa que ele abordou com rigor e disciplina, valores típicos da época que influenciaram profundamente a formação intelectual de Emily. Apesar das dificuldades pessoais enfrentadas após a morte dos pais, Carr recebeu apoio significativo por parte de seu irmão mais velho, James Lawson, que acreditava na importância da educação artística para o desenvolvimento humano. Essa crença guiou suas escolhas educacionais e lhe proporcionou acesso às instituições de ensino mais renomadas do Canadá. Além disso, o pai incentivou sua paixão pela arte desde cedo, oferecendo-lhe aulas particulares e cultivando seu talento natural – uma influência que se refletiria em toda a sua obra posterior.Estudos em São Francisco e Londres: Uma Jornada Artística Internacional
Emily Carr iniciou seus estudos artísticos na Escola de Artes Califórnia em San Francisco (1890-1892), onde adquiriu técnicas inovadoras e conhecimentos sobre o movimento artístico pós-impressionista. Posteriormente, passou pelo Westminster School of Art em Londres (1899), onde explorou as influências da arte europeia e desenvolveu um estilo próprio que combinava elementos de diferentes escolas consideradas importantes na época. Essas experiências internacionais enriqueceram sua visão artística e ampliaram seus horizontes culturais – uma jornada que a prepararia para enfrentar os desafios do mundo moderno com confiança e determinação. Durante esses anos, Carr também se dedicou à observação da natureza e ao estudo das culturas indígenas locais, buscando compreender suas tradições e valores – uma prática que influenciou profundamente sua obra artística e lhe proporcionou uma compreensão profunda da relação entre o homem e o ambiente natural.A Arte como Voz da Alma do Pacífico Ocidental
Emily Carr encontrou seu verdadeiro chamado na pintura, onde pôde expressar seus sentimentos mais profundos e suas ideias mais originais – uma busca que a levou a experimentar com diferentes técnicas e estilos artísticos ao longo de toda sua vida. Sua obra é caracterizada por cores vibrantes, pinceladas dinâmicas e uma energia visceral que transmite o poder da natureza e a beleza das culturas indígenas canadenses. Ela não buscava apenas reproduzir o mundo exterior; ela queria capturar *o espírito* dessa terra, seus valores culturais e suas tradições espirituais – uma missão que guiou toda sua produção artística e lhe consagrou como uma das artistas mais importantes do Canadá moderno. Carr foi uma pioneira na arte canadense, desafiando as normas estéticas tradicionais e buscando novas formas de expressão que refletissem a experiência humana em um mundo em constante mudança. Sua obra permanece relevante hoje por sua beleza estética e por sua profunda compreensão da relação entre o homem e o ambiente natural – uma mensagem que continua inspirando artistas e estudiosos até os dias atuais.Principais Obras e Legado
Emily Carr deixou um legado artístico duradouro, marcado por obras que celebram a beleza do Pacífico Ocidental e que expressam uma profunda conexão com as culturas indígenas canadenses. Entre suas principais obras destacam-se:- Tanoo (watercolor): Uma delicada e poderosa representação da vida indígena, mostrando o domínio de Carr sobre técnicas de aquarela e sua capacidade de transmitir emoções profundas.
- A Vila Haida (óleo): Uma pintura monumental que captura a grandiosidade arquitetônica e o significado espiritual de uma vila Haida – um exemplo emblemático do estilo artístico único de Carr.
- A Igreja Haida (óleo): Uma obra que aborda temas religiosos e culturais complexos, refletindo o diálogo entre cristianismo e cultura indígena no Canadá do início do século XX.
- Kispiox Village (óleo): Uma pintura icônica que simboliza o estilo artístico de Carr e sua profunda ligação com os paisagens e comunidades da costa pacífica canadense – uma obra considerada um marco na história da arte canadense.
Emily Carr
1871 - 1945 , Canadá
Dados Rápidos
- Artistic Movement Or Style: Modernismo, Post-Impressionismo
- Artists Or Movements Influenced By This Artist: ['Pegi Nicol Macleod']
- Date Of Birth: Dec 13, 1871
- Date Of Death: Mar 2, 1945
- Full Name: Emily Carr
- Nationality: Canadá
- Notable Artworks:
- Tanoo
- A Haida Village
- The Indian Church
- Place Of Birth: Victoria, Canadá





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