Celestial Ride, 1957
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Celestial Ride, 1957
Técnica de Reprodução
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Celestial Ride: A Surreal Descent into the Subconscious
Salvador Dalí’s “Celestial Ride,” painted in 1957, isn't merely a landscape; it’s an immersive journey into the artist’s meticulously constructed dreamscape. This arresting work, rendered in oil on canvas, embodies the core tenets of Surrealism – a deliberate exploration of the subconscious mind, unbound by logic or reason. The scene unfolds with a captivating paradox: a colossal, vaguely bovine creature, reminiscent of both an ox and a bull, dominates the composition, its impossibly elongated legs reaching towards a swirling, ethereal sky. Suspended within this bizarre beast is a cubic structure, adorned with diminutive human figures – a visual representation of Dalí’s fascination with atomic theory and the scale of existence. Below, a crumbling classical building lies partially submerged in the earth, hinting at the collapse of established order and the unsettling juxtaposition of past and future.
The painting's color palette is deliberately muted, dominated by earthy tones – ochres, browns, and deep blues – that contrast sharply with the vibrant turquoise and yellow hues of the sky. This creates a sense of otherworldly depth and reinforces the dreamlike quality of the scene. Dalí’s signature meticulous technique is evident in every detail: the precise rendering of textures, the subtle gradations of light and shadow, and the almost photographic realism applied to such fantastical subjects. He employed a layering technique, building up color gradually to achieve the luminous effect characteristic of his mature work.
The Symbolism of Myth and Mortality
“Celestial Ride” is rich in symbolic meaning, deeply rooted in Dalí’s personal mythology and anxieties. The central creature, often interpreted as a self-portrait, embodies both strength and vulnerability – a representation of the artist himself grappling with his own identity and mortality. The dead brother, Salvador, looms large within this image, not explicitly depicted but subtly integrated into the structure within the beast's body, symbolizing the enduring presence of loss and the constant negotiation between memory and reality. The diminutive figures scattered below represent humanity in miniature, dwarfed by the immensity of the cosmos and the overwhelming power of nature.
The crumbling classical building is a potent symbol of decaying empires and the inevitable passage of time. It echoes the ruins found in Renaissance paintings, suggesting a critique of traditional values and a yearning for something new. Dalí frequently used architectural elements to represent the subconscious, and this structure here serves as a portal into the depths of his own psyche.
Dalí’s Surrealist Vision: Freud and Beyond
“Celestial Ride” is inextricably linked to Salvador Dalí's deep engagement with Sigmund Freud’s theories on psychoanalysis. Like many Surrealists, Dalí sought to unlock the hidden meanings within dreams and the unconscious mind. This painting exemplifies this approach, presenting a world where logic is suspended and symbolic imagery reigns supreme. The juxtaposition of familiar forms – the bull, the building, the human figures – with utterly bizarre elements creates a sense of disorientation and invites viewers to interpret the scene through their own subjective experiences.
Dalí’s interest in science, particularly atomic theory, also played a significant role in his artistic vision. The cubic structure within the creature can be seen as a representation of the atom, suggesting a connection between the inner workings of the mind and the fundamental building blocks of reality. This reflects Dalí's fascination with the modern world and its technological advancements.
A Timeless Exploration of the Human Psyche
“Celestial Ride” remains one of Salvador Dalí’s most compelling works, a testament to his extraordinary talent and his unwavering commitment to exploring the depths of the human psyche. Its dreamlike imagery, rich symbolism, and meticulous technique continue to captivate viewers today. More than just a beautiful painting, it's an invitation to contemplate our own subconscious desires, fears, and aspirations – a journey into the boundless realms of imagination.
Obras Relacionadas
Biografia do Artista
Uma Vida Submersa em Sonhos: O Mundo de Salvador Dalí
Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, um nome sinônimo do surrealismo, nasceu em 11 de maio de 1904, na ensolarada cidade de Figueres, Espanha. Sua existência estava destinada a ser tudo menos ordinária – uma vida meticulosamente construída como uma performance, uma exploração do subconsciente tornada visível através de imagens surpreendentes e brilhantismo técnico. A sombra da perda pairou desde cedo; seu irmão mais velho, também chamado Salvador, havia morrido apenas nove meses antes de seu nascimento, um trauma que permearia sua arte com temas de dualidade e substituição. Essa experiência formativa, combinada com um relacionamento complexo com seu pai severo, porém pragmático, e o afeto indulgente de sua mãe, moldou uma personalidade ao mesmo tempo extravagante e profundamente introspectiva. Desde jovem, Dalí demonstrou um talento artístico excepcional, nutrido através do treinamento formal na Academia de Belas Artes de San Fernando em Madrid. No entanto, foi um encontro crucial com a pintura moderna – particularmente as obras dos impressionistas e mestres renascentistas – que acendeu nele o desejo fervoroso de romper com a tradição e forjar seu próprio caminho único.
A Fornalha de Paris e o Nascimento de uma Visão Surrealista
Uma jornada para Paris em 1926 provou ser transformadora, imergindo Dalí no coração do movimento vanguardista. Ele se sentiu atraído pelo espírito rebelde do Dadaísmo, sua rejeição da lógica e abraço ao absurdo ressoando com suas próprias inclinações artísticas emergentes. Mais importante ainda, foi em Paris que ele abraçou plenamente o Surrealismo, conectando-se com figuras-chave como André Breton, Pablo Picasso – a quem Dalí reverenciava profundamente – e Joan Miró. Esse encontro não foi meramente uma adoção de um estilo; Dalí revolucionou o próprio movimento. Ele desenvolveu o que chamou de “método paranoico-crítico”, um estado autoinduzido de paranoia projetado para desbloquear as imagens ocultas do subconsciente. Essa técnica permitiu que ele traduzisse sonhos, ansiedades e símbolos profundamente pessoais em telas com clareza surpreendente e detalhes meticulosos. O resultado foi um mundo povoado por relógios derretidos, sombras alongadas, figuras distorcidas e justaposições bizarras – marcas de seu estilo instantaneamente reconhecível. A Persistência da Memória, concluída em 1931, continua sendo talvez sua obra mais icônica, encapsulando a exploração surrealista da fluidez do tempo, a fragilidade da memória e a inevitabilidade da decadência.
Além das Telas: Um Artista Prolífico e Multifacetado
A produção criativa de Dalí se estendeu muito além da pintura. Ele foi um artista notavelmente prolífico, aventurando-se na escultura, no cinema – notadamente colaborações com Alfred Hitchcock em Spellbound e Walt Disney – na arte gráfica, no design de joias e até mesmo nos cenários de palco. Sua fascinação não se limitava aos meios artísticos tradicionais; ele explorou as fronteiras da arte comercial, projetando anúncios e vitrines. Motivos recorrentes permeavam seu trabalho: formigas simbolizando a decadência, ovos representando a vida pré-natal e a esperança, muletas significando apoio e fragilidade, gavetas insinuando segredos ocultos e objetos derretidos incorporando a instabilidade da realidade. Esses símbolos não eram arbitrários; eles eram profundamente pessoais, enraizados em suas próprias ansiedades, desejos e memórias. Obras como Juliet's Tomb, uma pungente exploração da perda, Mannequin (Barcelona Mannequin), refletindo uma obsessão com artificialidade e identidade, e Landscape with Flies, uma representação perturbadora da mortalidade, demonstram a amplitude e profundidade de suas preocupações temáticas. Sua técnica meticulosa, aprimorada ao longo dos anos de prática, permitiu que ele renderizasse essas visões fantásticas com realismo fotográfico, amplificando ainda mais seu poder inquietante.
Excentricidade, Legado e Influência Duradoura
Ao longo de sua vida, Dalí cultivou uma persona tão extravagante e excêntrica quanto sua arte. Ele abraçou a autopromoção, compreendendo o poder do espetáculo para capturar a atenção pública. Seu casamento com Gala Éluard em 1934 foi fundamental, não apenas pessoalmente, mas artisticamente; ela se tornou sua musa, gerente de negócios e apoiadora inabalável. Embora seus últimos anos tenham sido marcados por empreendimentos comerciais crescentes e um abraço às vezes controverso ao regime franquista, seu legado artístico permanece imenso. Ele morreu em 23 de janeiro de 1989, deixando para trás uma obra que continua a desafiar, provocar e inspirar. O Museu Salvador Dalí em St. Petersburg, Flórida, é um testemunho de seu apelo duradouro, abrigando uma extensa coleção que permite aos visitantes mergulhar no mundo deste artista extraordinário. Dalí transcendeu as fronteiras da arte, tornando-se um ícone cultural cuja influência pode ser vista na moda, no cinema, na publicidade e na cultura popular. Ele permanece um dos artistas mais reconhecíveis e influentes do século XX – um verdadeiro visionário que ousou explorar as profundezas do subconsciente e traduzir seus mistérios em telas para o mundo inteiro ver.
Salvador Dalí
1904 - 1989 , Espanha
Informações Rápidas
- Artistas Que O Influenciaram:
- Cubismo
- Dada
- Pablo Picasso
- Artistas/Movimentos Influenciados:
- Pop art
- Artistas contemporâneos
- Data Da Morte: 23 de janeiro de 1989
- Data De Nascimento: 11 de maio de 1904
- Local De Nascimento: Figueres, Espanha
- Movimento Artístico: Surrealismo
- Nacionalidade: Espanhol
- Nome Completo: Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech
- Obras Notáveis:
- A Persistência da Memória
- Juliet's Tomb
- Mannequin

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