Raízes
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Raízes
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Descrição da Obra
A Essência Surreal e a Conexão com a Natureza
“Roots” (Raíces), da icônica Frida Kahlo, transcende a mera representação pictórica para se tornar um portal visual para o íntimo universo da artista. Criada em 1943, durante um período de intensa transformação pessoal e física, a obra nos convida a contemplar uma fusão singular entre a figura humana e os elementos da natureza, tecendo uma paisagem onírica que evoca introspecção e mistério. A imagem central é uma mulher reclinada, envolta em um tecido vibrante de laranja, contrastando com o verde profundo das folhas e flores exuberantes que a circundam. Este encontro entre formas orgânicas e cores intensas não é apenas estético; ele carrega consigo uma profunda mensagem sobre a conexão entre vida e natureza, a busca por raízes e a aceitação do ciclo da existência.
A composição, com linhas fluidas que se entrelaçam em um movimento harmonioso, sugere uma sensação de equilíbrio e tranquilidade. A paleta de cores, dominada por tons terrosos – o laranja flamejante, os verdes musgosos, os marrons ricos e os cinzentos suaves – é pontuada por toques de branco nas flores, conferindo à cena um ar de pureza e inocência. Essa combinação cuidadosa de cores não apenas cria uma atmosfera acolhedora, mas também intensifica o simbolismo da obra, convidando o espectador a mergulhar em suas múltiplas camadas de significado.
A Técnica e o Expressivo Estilo Surrealista
“Roots” é um testemunho da maestria técnica de Kahlo, executada em óleo sobre tela. A artista demonstra um domínio notável do uso das texturas, desde a suavidade do tecido até a aspereza da rocha que forma o cenário. As pinceladas são visíveis e expressivas, conferindo à obra uma qualidade visceral e palpável. O estilo surrealista, caracterizado pela combinação de elementos inesperados e pela exploração do inconsciente, é evidente na representação da figura humana em meio à natureza exuberante – um encontro que desafia a lógica e convida à interpretação simbólica.
A obra se insere no contexto da arte mexicana pós-revolucionária, marcada por uma valorização das tradições populares, do folclore e da identidade nacional. Kahlo, influenciada por essa corrente cultural, incorpora elementos de sua herança indígena em suas pinturas, criando um estilo único que combina a realidade com o imaginário, o sonho com a experiência vivida. A obra se destaca pela sua capacidade de evocar emoções profundas e de provocar reflexões sobre temas universais como a vida, a morte, o amor, a dor e a busca por sentido.
Simbolismo Profundo e Reflexões Existenciais
A figura da mulher reclinada, com seu corpo exposto à natureza, pode ser interpretada de diversas maneiras. Alguns estudiosos sugerem que ela representa um estado de repouso, morte ou transformação – um momento de entrega e aceitação do destino. As raízes que emergem de seu corpo simbolizam a conexão com as origens, com o passado, com as tradições familiares e culturais. As folhas e flores, por sua vez, representam o crescimento, a renovação, a beleza efêmera da vida.
A obra também pode ser vista como uma metáfora para a busca de identidade e pertencimento. Kahlo, que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo de sua vida – desde a poliomielite na infância até o grave acidente que a deixou com sequelas permanentes –, encontrou na arte um meio de expressar suas angústias, seus medos e suas esperanças. “Roots” é, portanto, uma celebração da resiliência humana, da capacidade de superar as adversidades e de encontrar beleza e significado mesmo nos momentos mais sombrios.
A obra se tornou um ícone cultural, inspirando artistas, intelectuais e movimentos sociais em todo o mundo. Sua mensagem universal sobre a conexão entre homem e natureza, a importância das raízes e a busca por sentido continua a ressoar com o público contemporâneo, tornando “Roots” uma obra-prima atemporal que merece ser apreciada e contemplada.
Obras Relacionadas
Biografia do Artista
A Life Forged in Pain and Passion
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, known to the world simply as Frida Kahlo, was more than an artist; she was a force of nature, a defiant spirit whose life became inextricably woven into her art. Born on July 6, 1907, in Coyoacán, Mexico City, her existence was marked by physical suffering and emotional turbulence, experiences that would ultimately fuel the intensely personal and symbolic imagery for which she is celebrated. Her father, Guillermo Kahlo, a German-Mexican photographer, fostered her intellectual curiosity and artistic inclinations from an early age. However, Frida’s childhood was shadowed by illness; at six years old, she contracted polio, leaving her with a permanent limp and impacting her physical development. This early encounter with vulnerability and limitation would become a recurring theme in her work, shaping her perspective on the body, pain, and resilience.
The Shattered Body, The Blossoming Art
In 1925, at the tender age of eighteen, Frida’s life irrevocably changed. A horrific bus accident left her with catastrophic injuries – fractures to her spine, pelvis, and leg, among others. Confined to a lengthy period of recovery, often bedridden and encased in plaster casts, she turned inward, finding solace and expression through painting. Her mother provided an easel adapted for use while lying down, transforming the confines of her physical limitations into a space for artistic exploration. It was during this time that Frida began to explore self-portraiture with relentless intensity. Unable to venture out into the world, she turned her gaze inward, meticulously documenting her own image as a means of understanding and confronting her pain, both physical and emotional. These early works were not merely representations of her likeness; they were visceral explorations of identity, vulnerability, and the enduring power of the human spirit. The accident wasn’t simply a tragedy; it was a catalyst that unlocked her artistic potential, forcing her to confront her own mortality and find meaning in suffering.
A Tumultuous Union and Artistic Flourishing
Frida's life took another pivotal turn in 1929 when she married the renowned Mexican muralist Diego Rivera. Their relationship was a passionate but tempestuous affair, marked by intense love, infidelity, artistic rivalry, and periods of separation and reconciliation. Despite the emotional turmoil, Rivera proved to be a significant influence on Frida’s artistic development. He encouraged her unique vision, offering constructive criticism while recognizing the raw power and originality of her work. Under his guidance, and through her own relentless experimentation, Frida's style began to coalesce, blending elements of Mexican folk art, realism, and surrealism into a distinctive visual language. Her paintings became increasingly symbolic, exploring themes of identity, the human body, pain, death, and the complexities of female experience. She didn’t shy away from depicting her own suffering; instead, she embraced it as a central theme in her work, transforming personal trauma into universal statements about the human condition.
Symbols of Suffering, Resilience, and Identity
Frida Kahlo is perhaps best known for her self-portraits, which are characterized by their unflinching honesty and symbolic depth. Works like The Two Fridas (1939), a powerful depiction of her dual identity following her divorce from Rivera, showcase her ability to externalize internal conflict through striking visual metaphors. Self-Portrait with Thorn Necklace and Hummingbird (1940) is laden with symbolism – the thorns representing pain, the hummingbird symbolizing hope and resilience, and the black cat a harbinger of bad luck. The Broken Column (1944), a harrowing portrayal of her physical suffering, depicts Frida’s torso split open to reveal a crumbling Ionic column in place of her spine, held together by straps and pierced with nails. Even Henry Ford Hospital (1932), a raw and deeply personal depiction of her miscarriage, demonstrates her willingness to confront taboo subjects with unflinching honesty. These paintings are not merely representations of pain; they are acts of defiance, assertions of selfhood in the face of adversity.
A Lasting Legacy
Frida Kahlo’s influence extends far beyond the realm of art. She was a cultural icon who challenged traditional gender roles and societal expectations through her life and work. Her embrace of Mexican culture and identity helped to elevate its profile on the international stage, and her unflinching portrayal of pain resonated with audiences worldwide, making her a symbol of resilience and strength. She became an important figure for Chicanos in the United States, representing their cultural heritage and struggles. Though she resisted being categorized as a Surrealist, her work shares affinities with the movement’s exploration of the subconscious and dreamlike imagery. Today, Frida Kahlo is celebrated as one of the most important artists of the 20th century, whose legacy continues to inspire generations to embrace their identities, confront adversity, and express themselves authentically. Her art remains a testament to the enduring power of the human spirit to find beauty and meaning even in the darkest of times.
Frida Kahlo
1907 - 1954 , México
Informações Rápidas
- Artistic Movement Or Style: Surrealismo, Folk art
- Artists Or Movements Influenced By This Artist: ['Chicano art']
- Artists Who Influenced This Artist:
- Diego Rivera
- Mexican folk artists
- Date Of Birth: 6 julho 1907
- Date Of Death: 13 julho 1954
- Full Name: Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón
- Nationality: Mexicana
- Notable Artworks:
- As Duas Fridas
- Flor da Vida
- Henry Ford Hospital
- Place Of Birth: Cidade do México, México



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