Retrato de Mário Cesariny

As Pinturas Mais Famosas de Mário Cesariny: Todas as 13, Classificadas

Atualizado em Outubro 2026 · classificado pela nossa pontuação de popularidade (pesquisas, visitas e pedidos de cada obra) · 13 obras de Mário Cesariny em nosso catálogo

Em resumo

A pintura de Mário Cesariny que a maioria das pessoas conhece é Occultist Fernando Pessoa (1981), e você pode vê-la no Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, em Porto. Logo em seguida vêm Untitled (DD2CSF) (1958) e Untitled (DD2CNP) (1958). Dos 13 trabalhos de Mário Cesariny em nosso catálogo, estas 13 são as obras mais conhecidas. Cada uma vem acompanhada do seu ano, do seu museu e de uma breve nota sobre o que a torna especial.

1923 – 2006, Lisboa Surrealism Mais obras: Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte

As 10 principais de Mário Cesariny: as obras que todos conhecem

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Untitled (1956) de Mário Cesariny

Untitled

In the evocative realm of mid-century Portuguese Surrealism, Mário Cesariny de Vasconcelos stands as a titan of the subconscious. His 1956 masterpiece, Untitled, serves as a profound window into a dreamscape where the boundaries between reality and the fantastic dissolve entirely. At first glance, the viewer is confronted by a striking duality: two horned creatures that dominate the composition with an almost primal intensity. Positioned on opposite flanks of the…

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Painting (1972) de Mário Cesariny

Painting

In this work, titled Painting, we encounter a significant contribution from Mário Cesariny De Vasconcelos. Created in 1972, the piece reflects the artist's long-standing engagement with the Surrealism movement. It is a quiet moment of reflection from a period when the artist was deeply embedded in the creative currents of his time.

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Untitled (1983) de Mário Cesariny

Untitled

1983 · Acrylic On Canvas · Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos, Lisboa

“I am on a very high pedestal, clap and let me go home alone,” Mário Cesariny famously remarked near the end of his life, a poignant sentiment that encapsulates the complex trajectory of this remarkable work. Painted in 1983, “Untitled” is more than just an abstract composition; it’s a distilled essence of a lifetime dedicated to surrealism, political defiance, and a profound exploration of artistic process. Born in Lisbon in…

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Um pouco antes da foda/ Hoje não fodemos, tá bem? de Mário Cesariny

Um pouco antes da foda/ Hoje não fodemos, tá bem?

In the evocative masterpiece “Um pouco antes da foda/ Hoje não fodemos, tá bem?”, Mário Cesariny de Vasconcelos invites the viewer into a labyrinthine world where memory and provocation collide. This complex mixed-media collage serves as much more than a mere visual assemblage; it is a profound meditation on the fragmented nature of human recollection and the enduring spirit of resistance. Through a carefully curated collection of portraits and stylized…

Continue explorando Mário Cesariny: 11 a 13

O que Mário Cesariny mais pintou

Os quatro temas que surgem com mais frequência nestas obras, cada um com o seu exemplo mais conhecido.

Onde você pode ver as pinturas de Mário Cesariny

Os 3 museus que detêm a maioria das pinturas desta página.

Museu Cidade Obras de Mário Cesariny Pinturas desta lista
Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, PortoRede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte Porto 8 Occultist Fernando Pessoa, Untitled, Painting
National Theatre and Dance Museum, LisbonNational Theatre and Dance Museum Lisbon 4 Untitled (DD2CSF), Untitled (DD2CNP), Untitled (DD2CSK)
Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos, LisboaCulturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos Lisboa 1 Untitled

Uma obra famosa de Mário Cesariny para cada década

Obras por década

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Pinturas de Mário Cesariny: o que as pessoas querem saber

Por qual pintura Mário Cesariny é mais conhecido(a)?Ver a resposta

No topo da lista está Occultist Fernando Pessoa (1981), Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, Porto. Logo atrás: Untitled (DD2CSF) (1958) e Untitled (DD2CNP) (1958).

Qual era a idade de Mário Cesariny na época de Occultist Fernando Pessoa?Ver a resposta

58 anos. Mário Cesariny nasceu em 1923, e Occultist Fernando Pessoa é de 1981.

Quais são as 10 pinturas mais famosas de Mário Cesariny?Ver a resposta

Occultist Fernando Pessoa, Untitled (DD2CSF), Untitled (DD2CNP), Untitled, Painting, Untitled, Um pouco antes da foda/ Hoje não fodemos, tá bem?, Blown figures, Untitled (DD2CSK) e Untitled (DD2CSC). Encontrará o ano e o museu de cada uma na lista acima.

Quantas obras de Mário Cesariny existem?Ver a resposta

Temos 13 obras de Mário Cesariny em nosso catálogo, datadas de 1947 a 1983.

Quais museus possuem as pinturas mais conhecidas de Mário Cesariny?Ver a resposta

Encontrará a maioria deles em Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte (Porto), National Theatre and Dance Museum (Lisbon) e Culturgest - Fundação Caixa Geral de Depósitos (Lisboa). A lista de museus acima apresenta o detalhamento completo.

Quando foram pintadas as obras mais famosas de Mário Cesariny?Ver a resposta

Em 1950s, mais do que em qualquer outro momento: 5 das 13 obras nesta página datam dessa época, sendo Untitled (DD2CSF) delas.

Quais são as pinturas famosas mais antigas e mais recentes de Mário Cesariny?Ver a resposta

A obra mais antiga aqui é Blown figures (1947); a mais recente é Untitled (1983).

O que Mário Cesariny mais pintou?Ver a resposta

Dreamlike composition (2), Abstract (2) e Dreamlike (2), de um total de 13 obras nesta página.

Com o que Mário Cesariny costumava pintar?Ver a resposta

Painting, utilizado em 2 das 13 obras nesta página.

A qual movimento artístico Mário Cesariny está associado?Ver a resposta

Surrealism, como pode ver nas obras desta página.

O que você pode ver de Mário Cesariny no Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte?Ver a resposta

Pode ver 8 das obras nesta página no Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, Porto, incluindo Occultist Fernando Pessoa, Untitled e Painting.

Conheça Mário Cesariny

Mário Cesariny de Vasconcelos: Um Poeta e Pintor Surrealista de Portugal

Nascido em Lisboa, Portugal, a 9 de agosto de 1923, numa família marcada tanto pelo privilégio como por uma quietude turbulenta, Mário Cesariny de Vasconcelos emergiu como uma das vozes mais distintas do surrealismo português. A sua vida, intrinsecamente ligada ao panorama político da sua nação – particularmente sob o regime autoritário de António de Oliveira Salazar – alimentou um espírito rebelde que permeou a sua arte, a sua poesia e, em última análise, o seu próprio ser. Mais do que apenas um artista, Cesariny foi um cronista do seu tempo, uma voz subversiva que desafiava as normas sociais através de imagens oníricas e versos provocadores.

A infância de Cesariny não foi definida por um conforto idílico. O seu pai, Viriato de Vasconcelos, um habilidoso ourives, e a sua mãe, María de las Mercedes Cesariny, uma mulher espanhola de ascendência francesa, enfrentaram dificuldades matrimoniais que lançaram uma sombra sobre o lar familiar. Esta atmosfera de instabilidade moldou profundamente a perspetiva do jovem Mário, fomentando um sentido de alienação e um desejo de escapar aos confins das expectativas convencionais. Encontrou refúgio na arte desde cedo, desenvolvendo um talento natural para o desenho e a pintura – competências que aperfeiçoou, em grande parte, através do estudo autodidata, inspirado pelas visitas à Fundação Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um verdadeiro tesouro de património artístico.

O Despertar Surrealista e o Submundo de Lisboa

A imersão de Cesariny no movimento surrealista teve início por volta de 1945 ou 1946, impulsionada pela descoberta da História do Surrealismo de Maurice Nadeau. Esta obra seminal apresentou-lhe os princípios da escrita automática e da imagética onírica – técnicas que ressoaram profundamente com as suas próprias sensibilidades rebeldes. Rapidamente, juntou-se ao florescente Grupo Surrealista de Lisboa, liderado por Alexandre O'Neill, tornando-se uma figura central na cena surrealista de Portugal. Este grupo operava maioritariamente na clandestinidade, desafiando os valores conservadores do regime de Salazar através da sua arte e poesia. O clima político exigia segredo; qualquer expressão aberta de dissidência poderia resultar em graves repercussões por parte da PIDE (Polícia Política Portuguesa).

O período entre 1960 e 1974 foi particularmente conturbado para Cesariny. As suas opiniões audazes, aliadas à sua homossexualidade – um tema tabu em Portugal na época – tornaram-no alvo de vigilância da PIDE. Frequentemente encontrava-se no radar da polícia, forçado a viver sob ameaça constante e muitas vezes procurando refúgio no exílio na Grã-Bretanha e em França. Apesar destas pressões, continuou a criar, utilizando a sua arte como uma forma de resistência — uma afirmação desafiadora da liberdade contra a opressão.

Um Universo Poético e Pictórico

A produção artística de Cesariny abrangeu tanto a poesia como a pintura, embora o seu trabalho poético tenha acabado por ser mais amplamente reconhecido. Os seus poemas caracterizam-se pela sua qualidade onírica, fundindo frequentemente experiências pessoais com comentário social e imagética surrealista. Temas recorrentes incluem o amor, a liberdade e o absurdo da existência — tudo visto através de uma lente de observação crítica. Títulos como “you are welcome to elsinore” revelam a sua disposição para confrontar verdades desconfortáveis sobre a sociedade portuguesa sob o domínio de Salazar.

As suas pinturas, embora menos frequentemente expostas do que a sua poesia, são igualmente fascinantes. Em vez de aderir a técnicas de pintura tradicionais, Cesariny utilizou colagem, assemblage e objetos encontrados para criar obras estratificadas e evocativas que desafiam categorizações fáceis. Ele descrevia o seu processo artístico como um ciclo — a poesia a informar a pintura, e vice-versa — um testemunho da interligação dos seus empreendimentos criativos. Obras notáveis incluem “Untitled (DD2CNP)” e “National Theatre and Dance Museum”, ambas exibindo o seu uso distintivo de cor, textura e imagética simbólica.

Legado e Reconhecimento

Mário Cesariny de Vasconcelos faleceu a 26 de novembro de 2006, deixando um rico legado como poeta e pintor que desafiou o status quo. A sua obra continua a ressoar com o público atual, oferecendo uma reflexão pungente sobre temas de liberdade, identidade e as complexidades da experiência humana. As suas contribuições foram reconhecidas por plataformas como ArtsDot.com e integradas em coleções como o Museu Nacional de Teatros e Dança, em Lisboa, e a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, no Porto. A arte de Cesariny permanece uma parte vital do património cultural português — um testemunho do poder da criatividade para transcender fronteiras políticas e inspirar gerações.

Datas Importantes

  • 9 de agosto de 1923 (Nascimento)
  • 26 de novembro de 2006 (Falecimento)

Obras Notáveis

  • Untitled (DD2CNP)
  • National Theatre and Dance Museum

Museus e Coleções

  • Museu Nacional de Teatros e Dança, Lisboa, Portugal
  • Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a Norte, Porto, Portugal

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