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Guia de Obras de Estudantes

Urutu Snake

Nome Turma Data

Tarsila Do Amaral, Urutu Snake (1928), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Reproduzido para fins de referência; todos os direitos reservados ao detentor dos direitos.

Informações principais

Artista
Tarsila Do Amaral artsdot.com/pt/artists/tarsila-do-amaral_pt/
Datas do artista
1886 – 1973
Pintura
1928
Técnica
Oil On Canvas
Dimensões originais
60 x 72 cm
Movimento
Surrealism Dream logic painted with waking precision: impossible things shown as if they were ordinary.
Período
19th Century
Realizado em
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro artsdot.com/pt/museums/mam-rio-rio-de-janeiro_pt/
Artistic style
Surrealist, Abstract Expressionist
Influences
Brazilian modernism
Notable elements
Egg motif, snake form
Subject or theme
Transformation, Symbolism

No contexto

Urutu Snake — Tarsila Do Amaral

Qual é o tamanho?

As dimensões originais são 60 × 72 cm (altura × largura), representadas aqui ao lado de um adulto de altura média.

Ano de criação

  1. 1880
  2. 1890
  3. 1900
  4. 1910
  5. 1920
  6. 1930
  7. 1940
  8. 1950
  9. 1960
  10. 1970

Sombreado: a trajetória de Tarsila Do Amaral (1886–1973) ▲ esta obra, 1928

Obras comparáveis

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Paleta de cores

Medido a partir da imagem

    Cor principal

    Gray #6c825c

    Paleta catalogada

    • #6C825C
    • #EBE4CE
    • #42353E
    • #3E667F
    Nome da cor principal
    Gray
    Intensidade
    Balanced O quão saturadas e variadas são as cores, desde um único tom suave até muitos tons vibrantes.
    Contraste
    Statement O grau de variação da luminosidade e saturação das cores ao longo da imagem.
    Harmonia
    Discordant Palette A forma como as cores interagem entre si, desde o contraste marcante até a total harmonia.
    Brilho
    Bright O nível de luminosidade ou escuridão da imagem como um todo, desde as sombras profundas até os brilhos intensos.
    Saturação
    Balanced Soft Quão puras e intensas são as cores, do quase cinza ao totalmente vívido.

    Sobre esta obra

    Urutu Snake — Tarsila Do Amaral

    A Dream Woven in Serpent Scales: Tarsila do Amaral’s “Urutu Snake”

    Tarsila do Amaral's "Urutu Snake," painted in 1928, isn’t merely a depiction of a reptile; it’s an immersion into the vibrant, surreal landscape of early Brazilian modernism. This oil on canvas, currently residing within the Museum of Modern Art in Rio de Janeiro, pulsates with a potent blend of abstract expressionism and the burgeoning dreamlike quality of Surrealism – a testament to do Amaral's embrace of European avant-garde movements while simultaneously grounding them in distinctly Brazilian imagery and symbolism. The painting immediately commands attention with its audacious scale—measuring 60 x 72 centimeters—and its bold, almost aggressively bright palette dominated by deep blues, verdant greens, and the arresting flash of a scarlet orb. It’s an artwork that refuses to be passively observed; it demands engagement, inviting viewers into a world where logic yields to intuition.

    The Egg and the Serpent: Symbolism Unveiled

    At the heart of “Urutu Snake” lies a colossal, textured egg – an element that immediately evokes notions of birth, potential, and nascent life. Its rough, granular surface, rendered with thick impasto strokes, suggests both fragility and immense power. Emerging from this primordial form is a sinuous serpent, its scales shimmering with subtle gradients of color, culminating in the aforementioned scarlet orb. The “Urutu” itself refers to a type of snake native to Brazil, but within do Amaral’s vision, it transcends mere identification. It embodies transformation, danger, and perhaps even the cyclical nature of existence – themes deeply rooted in Brazilian indigenous mythology. The red orb, often associated with the sun or vital energy, could represent both creation and destruction, mirroring the dualistic forces inherent in the serpent's journey.

    Technique and Vision: A Fusion of European Influence

    Do Amaral’s technique is a fascinating synthesis of influences. While clearly drawing inspiration from the Cubism and Surrealism prevalent in Paris at the time, she infuses her work with a uniquely Brazilian sensibility. The flattened perspective, reminiscent of early Cubist explorations, creates a sense of immediacy and intimacy, as if we are peering directly into this dreamscape. Yet, the swirling lines and organic forms—particularly those defining the serpent’s movement—suggest an embrace of Expressionism's emotional intensity. The visible brushstrokes, characteristic of oil on canvas, contribute to the painting’s tactile quality, inviting a sense of physical engagement with the artwork. The careful layering of colors and textures creates depth, despite the overall flattened composition, suggesting a deliberate attempt to capture not just a visual representation but also an atmospheric mood.

    Antropofagia and Brazilian Identity

    "Urutu Snake" is inextricably linked to the Antropofagia (Cannibalism) movement – a radical artistic philosophy championed by do Amaral and her contemporaries. This movement sought to dismantle European artistic conventions and forge a distinctly Brazilian identity through the incorporation of indigenous myths, folklore, and natural imagery. The painting embodies this ethos perfectly: it’s not a faithful representation of reality but rather a symbolic distillation of Brazil's soul. The vibrant colors, the serpent motif, and the overall dreamlike quality all contribute to a sense of national pride and cultural renewal—a bold declaration that Brazilian art could be both modern and uniquely its own. The painting stands as a powerful symbol of this artistic revolution, capturing the spirit of a nation rediscovering its roots.

    A Timeless Masterpiece: Reproduction and Beyond

    Reproductions of “Urutu Snake” offer an exceptional opportunity to bring this captivating artwork into any setting. The rich colors and dynamic composition will undoubtedly serve as a focal point, adding a touch of exoticism and intellectual depth to any room. Consider framing the reproduction in a manner that complements its vibrant palette – perhaps a dark wood frame to accentuate the intensity of the colors or a lighter tone to allow the artwork’s energy to shine through. “Urutu Snake” is more than just a painting; it's an invitation to explore the depths of Brazilian culture and the boundless possibilities of artistic expression.

    Artista e museu

    Artista

    Tarsila Do Amaral

    Nascido em Cachoeira do Sul, Brasil

    Uma Visionária Brasileira: A Vida e a Arte de Tarsila do Amaral

    Tarsila do Amaral emergiu como uma figura central na vibrante tapeçaria da arte brasileira do início do século XX, uma pintora que ousou destilar a essência da identidade de sua nação na tela com cores audaciosas e um espírito inovador. Nascida em 1º de setembro de 1886, em Capivari, São Paulo, no seio de uma próspera família cafeeira, a criação de Tarsila proporcionou-lhe oportunidades incomuns para as mulheres de sua época. Esse privilégio permitiu que ela buscasse formação artística, inicialmente sob a orientação de Pedro Alexandrino Borges, antes de embarcar em uma jornada transformadora para Paris em 1920. Foi entre as paredes da Académie Julian e, posteriormente, da Académie Moderne que ela encontrou as correntes de vanguarda que estavam remodelando o mundo da arte – o Cubismo, o Futurismo e o Expressionismo – influências que moldariam profundamente sua trajetória artística. A mentoria de Fernand Léger, Albert Gleizes e André Lhote revelou-se particularmente impactante, incentivando-a a sintetizar o modernismo europeu com uma sensibilidade distintamente brasileira.

    Forjando uma Identidade Nacional Através da Arte

    Ao retornar ao Brasil no início da década de 1920, Tarsila tornou-se uma força central na definição de uma tradição modernista unicamente brasileira. Ela não estava simplesmente importando estilos europeus; buscava ativamente criar uma arte que falasse à alma de sua nação, refletindo suas paisagens, seu povo e suas complexidades culturais. Essa busca a levou a colaborar com um grupo de artistas e intelectes de pensamento afim – Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade – coletivamente conhecidos como Grupo dos Cinco. Juntos, eles desafiaram as normas artísticas convencionais e lideraram um movimento que buscava libertar-se das amarras acadêmicas para abraçar uma nova linguagem visual. A contribuição de Tarsila foi particularmente significativa ao articular essa visão através de suas pinturas, que frequentemente retratavam cenas da vida brasileira com uma qualidade onírica e uma paleta vibrante.

    O Poder do Abaporu e o Movimento Antropofágico

    Talvez nenhuma obra individual encarne a filosofia artística de Tarsila de forma mais poderosa do que o Abaporu (1928). Esta pintura icônica, que retrata uma figura solitária com pés enormes sentada em meio a uma paisagem surreal, tornou-se o catalisador de um dos movimentos culturais mais influentes do Brasil: a Antropofagia. Inspirada pelo manifesto de mesmo nome de Oswald de Andrade, a Antropofagia propunha que os artistas brasileiros deveriam "devorar" as influências estrangeiras e transformá-las em algo unicamente seu. O Abaporu capturou visualmente esse conceito, representando uma rejeição à imitação colonial e um abraço à hibridez cultural. A imagética da pintura – os pés grandes enraizados na terra, a expressão enigmática – ressoou profundamente com uma nação que lidava com sua identidade após a independência. Não era meramente uma obra de arte; era uma declaraente de soberania artística. Além do Abaporu, obras como A Negra (1923) e Morro da Favela demonstraram seu engajamento com temas sociais, retratando comunidades marginalizadas e desafiando as normas sociais vigentes.

    Legado e Influência Duradoura

    Ao longo de sua longa e prolífica carreira, Tarsila do Amaral continuou a explorar as complexidades da identidade brasileira através de um corpo de trabalho diversificado. Suas pinturas são caracterizadas por cores ousadas, formas simplificadas e uma atmosfera onírica, muitas vezes misturando elementos do realismo com o surrealismo e a abstração. Ela não fugiu da experimentação, evoluindo constantemente seu estilo enquanto permanecia fiel à sua visão central. Sua influência estendeu-se para além do campo da pintura, inspirando gerações de artistas brasileiros e moldando o cenário cultural do país. Hoje, as obras de Tarsila do Amaral estão presentes em coleções prestigiadas ao redor do mundo, incluindo o Museu de Valores do Banco Central do Brasil e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Sua arte continua a cativar o público com sua energia vibrante, imagética poética e profunda exploração do que significa ser brasileiro. Ela faleceu em 17 de janeiro de 1973, deixando um legado como uma das mais importantes artistas modernistas da América Latina – uma visionária que ousou pintar a alma de sua nação.

    Museu

    Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

    Em exibição em Rio de Janeiro, Brasil

    Um Farol da Modernidade Brasileira

    Aninhado no abraço exuberante e verdejante do Parque do Flamengo, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, carinhosamente conhecido como MAM Rio, ergue-se como um profundo testemunho do vibrante espírito cultural do Brasil. Com vista para a extensão cintilante da Baía de Guanabara, com a silhueta icônica do Pão de Açúcar elevando-se majestosamente ao longe, o museu oferece muito mais do que um mero repositório de arte; ele proporciona um diálogo imersivo entre a expressão humana e a beleza natural de tirar o fôlego do Rio de Janeiro. Desde a sua fundação em 1948, o MAM Rio tem funcionado como uma força fundamental na moldagem da trajetória da arte moderna no Brasil, atuando tanto como um santuário para mestres consagrados quanto como um trampolim para talentos emergentes, fomentando um intercâmbio intelectual que continua a ressoar através das décadas.

    A presença física do museu é, por si só, uma obra-prima da conquista modernista. Concebida pelo arquiteto visionário Affonso Eduardo Reidy e concluída em 1955, a estrutura rejeita o conceito tradicional de galeria fechada em favor de um design que respira no ritmo da cidade. O uso brilhante de pilares externos por Reidy cria interiores amplos e livres de colunas, permitindo que as obras de arte habitem o espaço sem restrições, banhadas por um brilho suave e natural filtrado por engenhosos brises de alumínio. Essa audácia arquitetônica encontra seu par perfeito nas paisagens circundantes projetadas pelo lendário Roberto Burle Marx. O museu e o jardim existem em uma transição contínua, onde plantas nativas e formas orgânicas fluidas ecoam os próprios ritmos do modernismo brasileiro, criando um santuário harmonioso para a contemplação.

    Resiliência Através do Renascimento

    A história do MAM Rio é uma narrativa pungente de imensos triunfos e tragédias devastadoras. A alma da instituição foi testada em 8 de julho de 1978, quando um incêndio catastrófico consumiu aproximadamente noventa por cento de sua preciosa coleção. A perda foi imensurável, engolindo obras significativas de ícones internacionais como Pablo Picasso, Joan Miró e Salvador Dalí, deixando um vazio no tecido cultural da nação. No entanto, dessas cinzas surgiu um espírito de determinação ainda maior. O período subsequente de reconstrução transformou o MAM Rio em um centro de artes multifacetado, expandindo sua missão para incluir uma escola de arte, teatro e diversos serviços públicos. Esta era de renascimento provou que, embora os objetos físicos possam ser frágeis, o impulso em direção à criatividade é indestrutível, transformando um local de perda em um polo dinâmico de resiliência cultural.

    Hoje, a coleção serve como uma rica tapeçaria caleidoscópica do modernismo brasileiro e da inovação contemporânea. Os visitantes podem percorrer galerias que exibem uma gama diversificada de mídias — desde as abstrações ousadas e rítmicas de Rubem Ludolf de Oliveira até esculturas intrincadas, fotografias e instalações de novas mídias de vanguarda. O compromisso do museu com a identidade local é palpável; ele busca ativamente o pulso da nação, garantindo que a experiência brasileira seja representada com profundidade e nuance. Para o colecionador ou o entusiasta da arte, as exposições rotativas oferecem um estado constante de descoberta, onde as tendências globais encontram as tradições locais em uma conversa sofisticada e em constante evolução.

    Um Santuário Cultural Holístico

    O que verdadeiramente distingue o MAM Rio de outras instituições é sua abordagem holística da experiência artística. Não é apenas um lugar para observar pinturas; é um ecossistema vivo onde educação, performance e interação social convergem. A integração do terraço — um lounge vibrante que oferece vistas panorâmicas da baía — com o rigor acadêmico de suas galerias cria um ambiente que atende tanto ao intelecto quanto aos sentidos. Para designers de interiores em busca de inspiração ou amantes da arte à procura de uma conexão profunda com o lugar, o MAM Rio oferece uma intersecção única de graça arquitetônica, profundidade histórica e vitalidade contemporânea. Permanece como um destino onde o próprio ar parece carregado de criatividade, convidando todos os que entram a participar do legado duradouro da arte brasileira.

    Saiba mais

    Disponível online

    QR code que direciona para a página de download de Urutu Snake

    artsdot.com/pt/art/download/tarsila-do-amaral-urutu-snake-D4BSTN-en/

    Como citar esta obra

    MLA
    Amaral, Tarsila Do. Urutu Snake. 1928, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. https://artsdot.com/pt/art/tarsila-do-amaral-urutu-snake-D4BSTN-en/
    APA
    Amaral, Tarsila Do (1928). Urutu Snake [Painting]. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. https://artsdot.com/pt/art/tarsila-do-amaral-urutu-snake-D4BSTN-en/
    Chicago
    Tarsila Do Amaral. Urutu Snake. 1928. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. https://artsdot.com/pt/art/tarsila-do-amaral-urutu-snake-D4BSTN-en/
    Harvard
    Amaral, Tarsila Do (1928) Urutu Snake. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Available at: https://artsdot.com/pt/art/tarsila-do-amaral-urutu-snake-D4BSTN-en/

    Observe de perto

    Urutu Snake — Tarsila Do Amaral

    Observe de perto

    Responda com suas próprias palavras. Não existem respostas erradas aqui — apenas respostas que você possa explicar.

    1. O que chama a sua atenção primeiro e por quê?
    2. Quais cores ou formas criam a atmosfera — e que atmosfera é essa?
    3. O nosso catálogo classifica esta obra sob: surrealism, egg symbol, snake motif. Concorda? O que acrescentaria ou removeria?
    4. Relembre São Paulo (1924), apresentado anteriormente neste guia. Identifique dois elementos que esta obra compartilha com a anterior e um que seja diferente.
    5. Surrealism: Dream logic painted with waking precision: impossible things shown as if they were ordinary. Onde você pode observar isso nesta obra?

    Sua resposta

    Escreva um pequeno parágrafo sobre esta obra de arte. Utilize os factos das partes anteriores deste guia e as suas respostas acima.

    Quiz de arte

    Urutu Snake — Tarsila Do Amaral

    O quanto você conhece esta obra de arte?

    Selecione uma resposta para cada uma das 5 perguntas abaixo. Cada uma possui exatamente uma resposta correta.

    1. 1. What is the primary subject depicted in Tarsila do Amaral’s ‘Urutu Snake’?

      • A A detailed portrait of a snake.
      • B An abstract representation of an egg and a serpent.
      • C A realistic landscape scene with a river.
    2. 2. The artwork ‘Urutu Snake’ is primarily associated with which Brazilian art movement?

      • A Salvador Dalí Surrealism
      • B Tarsila do Amaral's Antropofagia (Anthropophagy)
      • C Fernando Botero’s figurative painting style
    3. 3. What is a prominent feature of the texture depicted in ‘Urutu Snake’?

      • A Smooth and polished surfaces.
      • B A rough, granular appearance, particularly on the egg.
      • C Uniformly applied paint with no visible brushstrokes.
    4. 4. In what year was ‘Urutu Snake’ created?

      • A 1920
      • B 1928
      • C 1935
    5. 5. The color palette of ‘Urutu Snake’ is predominantly characterized by:

      • A Warm, vibrant reds and yellows.
      • B Cool blues and greens with contrasting warm accents.
      • C Monochromatic grayscale tones.

    Minha pontuação: ____ de 5

    Gabarito — para o professor

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