Artista
Nascido em Chiswick, Reino Unido
Stephen Bone: Vida e Arte
Primeiros Anos e Formação
Nascimento: Chiswick, Reino Unido (1904)
Falecimento: 1958
Stephen Bone era filho do renomado artista Sir Muirhead Bone e da escritora Gertrude Helena Dodd. Essa herança artística familiar influenciou profundamente o seu desenvolvimento inicial.
Ele recebeu sua educação na Bedales School antes de ingressar na Slade School of Fine Art em 1922.
No entanto, ele se desiludiu com a abordagem acadêmica da Slade e partiu em 1924 para seguir a carreira de ilustrador de livros.
Início de Carreira e Desenvolvimento Artístico
Bone alcançou sucesso inicial como ilustrador de xilogravura, criando obras para sua mãe e outros escritores. Em 1925, conquistou a medalha de ouro para gravura em madeira na Exposição Internacional em Paris.
Em 1926, exibiu seu trabalho juntamente com Rodney Joseph Burn e Robin Guthrie na Goupil Gallery, marcando um passo significativo em seu reconhecimento artístico.
Ele pintou um mural para a estação de metrô Piccadilly Circus em 1928, demonstrando sua versatilidade e expandindo seu escopo artístico.
O casamento com a artista Mary Adshead, em 1929, levou a extensas viagens pela Grã-Bretanha e Europa. Essas jornadas foram cruciais para o desenvolvimento de seu estilo característico de pintura de paisagem vibrante, capturando cenas en plein air, independentemente das condições climáticas.
A Década de 1930: Pintura de Paisagem e Exposições
Durante a década de 1930, Bone expôs amplamente em galerias prestigiadas, incluindo a Fine Art Society, Lefevre Gallery e Redfern Gallery.
Em 1936, apresentou uma série de 41 pinturas retratando condados britânicos na Ryman Gallery, em Oxford, exibindo sua dedicação em capturar a essência da paisagem britânica.
Ele também realizou exposições em Estocolmo durante 1936 e 1937, expandindo sua projeção internacional.
Artista de Guerra e Contribuições na Segunda Guerra Mundial
Com o início da Segunda Guerra Mundial, Bone alistou-se como oficial no Estabelecimento de Camuflagem da Defesa Civil.
Em 1943, foi nomeado artista remunerado em tempo integral pelo War Artists' Advisory Committee, especializando-se em temas da Marinha (Admiralty). Este papel havia sido ocupado anteriormente por seu pai, Muirhead Bone, mas foi assumido por Stephen após a morte de seu filho, Gavin.
Obras Significativas da Segunda Guerra Mundial: Ele produziu inúmeras pinturas retratando instalações costeiras e embarcações navais, incluindo cenas pintadas a bordo de submarinos.
Bone testemunhou e documentou o desembarque na Normandia em 1944, pintando cenas em Caen e Courseulles. Ele também registrou o assalto à Ilha de Walcheren, na Holanda.
Viajou para a Noruega no final de 1944, documentando o naufrágio do Tirpitz e registrando bases navais capturadas, bem como valas comuns de prisioneiros de guerra.
Carreira Pós-Guerra e Legado
Após a guerra, Bone sentiu que seu estilo estava um tanto fora de moda. Apesar de continuar pintando, enfrentou dificuldades para exibir seu trabalho.
Ele transitou para a crítica de arte, escrevendo para o Manchester Guardian, e contribuiu com textos humorísticos para o Glasgow Herald.
Bone também trabalhou na televisão e no rádio para a BBC e colaborou com sua esposa em livros infantis. Juntos, organizaram um curso de pintura mural em Dartington.
Em 1957, foi nomeado Diretor do Hornsey College of Art.
Falecimento: Stephen Bone faleceu de câncer em 15 de setembro de 1958, no St Bartholomew's Hospital, em Londres.
A obra de Stephen Bone oferece um valioso registro visual da Grã-Bretanha de meados do século XX, abrangendo tanto a tranquilidade de suas paisagens quanto as duras realidades do período de guerra.
Museu
Em exibição em Preston, Reino Unido
Um Farol da Arte Vitoriana e do Patrimônio de Lancashire: Explorando o Harris Museum & Art Gallery de Preston
O Harris Museum & Art Gallery de Preston ergue-se como um testemunho da ambição vitoriana e de um legado artístico duradouro, aninhado no coração de Lancashire. Fundado em 1877 por Edmund Harris — um visionário que reconheceu a importância de promover o enriquecimento cultural — este edifício classificado como Grade I não é meramente um repositório de obras de arte; é uma crônica viva do passado de Preston e um portal para apreciar a beleza da história da arte britânica.
Um Legado Construído sobre uma Filantropia Visionária:
As origens do museu remontam ao extraordinário legado de Harris de £300.000 — uma quantia impressionante para a época — dedicado à criação de uma biblioteca pública, museu e galeria de arte. Este investimento inicial lançou as bases para o que viria a ser uma das instituições culturais mais preciosas de Lancashire.
Grandeza Neoclássica:
Projetado pelo arquiteto local James Hibbert, o exterior do edifício personifica a elegância do estilo Neoclássico, contrastando deliberadamente com o Neogótico prevalente durante o seu período de construção. Sua fachada simétrica e detalhes refinados revelam muito sobre as aspirações da sociedade vitoriana — um desejo por ordem, beleza e avanço intelectual.
O salão central eleva-se majestosamente a mais de 36 metros, uma proeza de engenharia de tirar o fôlego que cativa imediatamente os visitantes. Dominando este espaço, encontra-se um monumental pêndulo de Foucault — uma demonstração fascinante da rotação da Terra — e moldes de gesso de frisos clássicos, transportando os espectadores de volta às glórias da Grécia e Roma antigas. Acima de tudo, inscritas nas paredes, estão palavras que encapsulam o ethos do museu: “À Literatura, às Artes e à Ciência” e “na Terra não há nada grande exceto o homem: no homem não há nada grande exceto a mente.”
Uma Coleção Diversificada Iluminando Movimentos Artísticos
A coleção do Harris Museum ostenta mais de 800 pinturas a óleo — um conjunto notável que representa um espectro de estilos e movimentos artísticos. Entre os luminares cujas obras adornam seus salões estão Richard Ansdell, George Frederick Watts, Lawrence Alma-Tadema, Stanley Spencer, Lucian Freud, Ivon Hitchens, Graham Sutherland, Anthony Devis e Reginald Aspinwall — artistas que capturaram o espírito de sua época com habilidade e sensibilidade incomparáveis. Além disso, a Galeria de Cerâmica e Vidro exibe requintadas peças de cerâmica e vidro britânicos, refletindo as tradições das artes decorativas da Grã-Bretanha Vitoriana.
Destaques Notáveis:
Não perca o retrato de John Orlebar de 1740, de Arthur William Devis — uma representação magistral da elegância aristocrática. Explore as aquarelas evocativas de Thomas Wade, como ‘A Stitch in Time’ e ‘Waiting’, que capturam a essência da vida doméstica e das sensibilidades vitorianas.
O Tesouro Escondido de Lancashire:
Talvez a descoberta mais extraordinária do museu seja o esqueleto completo do Alce de Poulton — um espécime colossal de 13.500 anos desenterrado em Lancashire — acompanhado por duas pontas de lança feitas pelo homem, evidências da presença humana mais antiga na região.
Renovações em Curso: Reimaginando o Futuro Artístico de Preston
Atualmente passando por renovações transformadoras como parte do projeto “Harris Your Place”, o museu está preparado para acolher uma nova geração de visitantes com uma experiência revigorada. Embora o edifício principal permaneça temporariamente fechado até a primavera de 2025 — a Harris Library continua seu papel vital no Preston Guild Hall, Lancaster Road, PR1 1HT — mantenha-se conectado via redes sociais e visite o site para atualizações sobre as próximas exposições e eventos.
O Harris Museum & Art Gallery não é simplesmente um museu; é um convite para mergulhar no coração artístico de Lancashire e contemplar o poder duradouro da beleza e do intelecto.