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Guia de Obras de Estudantes

No. 1

Nome Turma Data

Mark Rothko, No. 1 (1961). Reproduzido para fins de referência; todos os direitos reservados ao detentor dos direitos.

Informações principais

Artista
Mark Rothko artsdot.com/pt/artists/mark-rothko_pt/
Datas do artista
1903 – 1970
Pintura
1961
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensões originais
259 x 228 cm
Movimento
Color Field Abstraction Huge areas of flat, soft colour meant to be felt rather than read as a picture of anything.
Período
Moderno
Ano
1961
Elementos
Camadas de cores
Estilo
Campo de cor
Movimento
Expressionismo Abstrato

No contexto

No. 1 — Mark Rothko

Qual é o tamanho?

As dimensões originais são 259 × 228 cm (altura × largura), representadas aqui ao lado de um adulto de altura média. É demasiado grande para ser desenhada à escala nesta página.

Ano de criação

  1. 1900
  2. 1910
  3. 1920
  4. 1930
  5. 1940
  6. 1950
  7. 1960
  8. 1970

Sombreado: a trajetória de Mark Rothko (1903–1970) ▲ esta obra, 1961

Obras comparáveis

  • Centro Branco, 1950 artsdot.com/pt/art/mark-rothko-centro-branco-8BWUHU-pt/
  • No.1 artsdot.com/pt/art/mark-rothko-no-1-8XYHLG-pt/
  • Sem título, 1968 artsdot.com/pt/art/mark-rothko-sem-titulo-d2dr7x-pt/

Escolha uma obra acima: mencione duas semelhanças entre ela e esta, e uma diferença.

Mais obras para acompanhar esta: artsdot.com/pt/art/similar/mark-rothko-no-1-D38SCH-pt/

Paleta de cores

Medido a partir da imagem

    Cor principal

    Café expresso #5c3c3f

    Paleta catalogada

    • #5C3C3F
    • #B03832
    • #524238
    • #4C3B34
    Paleta
    Tons terrosos A família de cores predominante na imagem.
    Nome da cor principal
    Café expresso
    Intensidade
    Equilibrado O quão saturadas e variadas são as cores, desde um único tom suave até muitos tons vibrantes.
    Contraste
    Sereno O grau de variação da luminosidade e saturação das cores ao longo da imagem.
    Harmonia
    Forte unidade cromática A forma como as cores interagem entre si, desde o contraste marcante até a total harmonia.
    Brilho
    Sombras profundas O nível de luminosidade ou escuridão da imagem como um todo, desde as sombras profundas até os brilhos intensos.
    Saturação
    Suave e equilibrado Quão puras e intensas são as cores, do quase cinza ao totalmente vívido.

    Sobre esta obra

    No. 1 — Mark Rothko

    Notas sobre esta obra

    Escrito para este guia a partir de fontes publicadas. O registro do catálogo em si encontra-se na primeira parte deste guia.

    Artista
    Mark Rothko
    Dimensões
    259 x 228 cm
    Influências
    Rothko
    Localização
    National Gallery of Art
    Mídia
    Óleo sobre tela
    Tema
    Emoção e cor
    Título
    No. 1

    A Essência Silenciosa de um Espaço Interior

    Mark Rothko, um nome que ressoa com a intensidade da alma humana, não buscava representar o mundo visível. Em vez disso, ele se propunha a evocar estados emocionais profundos através da pura interação de cores. “No. 1”, uma obra-prima do seu legado, é um testemunho eloquente dessa busca, um convite à contemplação e à introspecção. A pintura, datada de 1961, transcende a mera imagem; ela se instala como um espaço interior, um portal para a experiência sensorial e emocional.

    A composição é notavelmente simples: três blocos retangulares de cores – tons ricos de vermelho, marrom e púrpura – dispostos verticalmente em uma harmonia cuidadosamente calibrada. A ausência de detalhes figurativos força o olhar do espectador a se concentrar na relação entre as cores, na sua densidade e no seu potencial evocativo. Rothko abandonou a representação tradicional, optando por um caminho mais intuitivo, onde a cor se torna o principal veículo de expressão.

    A Linguagem da Cor: Color Field Abstraction

    “No. 1” é um exemplo emblemático do movimento da “Color Field Painting”, uma revolução na arte abstrata que surgiu após a Segunda Guerra Mundial. Rothko, ao lado de outros artistas como Barnett Newman e Clyfford Still, explorou o poder das grandes áreas de cor plana, buscando criar ambientes imersivos que transcendessem a narrativa visual. A técnica utilizada, conhecida como alla prima, enfatiza a espontaneidade do gesto pictórico, revelando a textura densa da tinta aplicada em camadas generosas.

    Técnica: A aplicação direta da tinta (alla prima) confere à obra uma textura palpável e orgânica.

    Paleta de Cores: A combinação de vermelho, marrom e púrpura evoca sentimentos de melancolia, introspecção e até mesmo um toque de sublime.

    Perspectiva: A perspectiva é drasticamente reduzida, eliminando as referências espaciais convencionais e direcionando o olhar para a experiência da cor em si.

    Raízes Históricas e a Busca pela Emoção Primordial

    Criada em 1961, “No. 1” reflete um período de intensa experimentação artística, marcado por uma busca por novas formas de expressão após os horrores da guerra. Rothko, influenciado pelo expressionismo abstrato e pela filosofia existencialista, buscava criar obras que comunicassem emoções universais – a angústia, o medo, a esperança – sem recorrer a símbolos ou representações figurativas. A obra dialoga com a atmosfera de incerteza e anseio da época, oferecendo um refúgio contemplativo para o espectador.

    A inspiração para Rothko vinha das pinturas rupestres e da arte oriental, onde as cores eram usadas para evocar estados espirituais. Ele acreditava que a cor possuía uma força intrínseca capaz de despertar emoções profundas no observador. Sua intenção não era criar um objeto decorativo, mas sim um espaço de encontro entre o artista e o espectador, um lugar onde as emoções pudessem fluir livremente.

    Um Convite à Introspecção: O Impacto Emocional

    “No. 1” não oferece respostas fáceis; ela propõe uma jornada interior. A obra convida o espectador a suspender o pensamento racional e a se entregar à experiência sensorial da cor. A ausência de detalhes figurativos permite que cada indivíduo projete suas próprias emoções, memórias e associações na tela. É um convite à contemplação silenciosa, um momento de conexão com o próprio ser.

    Ao contemplar “No. 1”, é possível sentir a melancolia sutil, a promessa de paz interior e a beleza da simplicidade. A pintura se torna um espelho que reflete as emoções mais profundas do espectador, um lembrete da capacidade humana de encontrar significado e beleza no mundo ao seu redor.

    Artista e museu

    Artista

    Mark Rothko

    Nascido em Daugavpils, Letónia

    Os Primeiros Anos e as Sementes da Visão Artística

    Mark Rothko, nascido Markus Yakovlevich Rothkowitz em Dvinsk, na atual Letônia, em 1903, carregava desde o início um senso de deslocamento que moldaria profundamente sua jornada artística. Sua juventude foi marcada pelas ansiedades de uma família judia vivendo no Pale of Settlement, sob a sombra de pogroms e agitação política. Essa atmosfera instilou nele uma profunda sensibilidade ao sofrimento humano, tema que ressoaria em toda a sua obra. A imigração para Portland, Oregon, em 1913 representou não apenas uma mudança geográfica, mas um choque cultural para o jovem Rothko. Embora seu pai, farmacêutico e intelectual com inclinações socialistas, tenha promovido um lar repleto de debates e aprendizado, a perda de Jacob Rothkowitz logo após a chegada lançou uma longa sombra. Essa experiência inicial de perda, combinada com os desafios da assimilação, alimentou ao longo da vida uma exploração dos temas existenciais – mortalidade, trauma e a busca por significado em um mundo caótico. Apesar de se destacar academicamente na Universidade Yale, Rothko sentiu-se atraído pela energia vibrante da cidade de Nova York, abandonando os estudos formais para perseguir sua paixão pela arte na Art Students League. Esses anos formativos lançaram as bases para uma visão artística que acabaria desafiando noções convencionais de pintura e redefinindo o poder emocional da cor.

    Das Origens Figurativas ao Expressionismo Abstrato

    As primeiras explorações artísticas de Rothko estavam firmemente enraizadas no realismo, retratando cenas urbanas e retratos com um olhar atento aos detalhes. No entanto, essas obras iniciais já prenunciavam a profundidade psicológica que se tornaria sua marca registrada. À medida que os anos 40 avançavam, e o mundo lidava com os horrores da Segunda Guerra Mundial, a arte de Rothko passou por uma transformação dramática. Influenciado pelo Surrealismo e pela mitologia, ele começou a se afastar da imagem representacional, buscando expressar emoções humanas universais através de formas simbólicas. Este período viu o surgimento de pinturas multifórmicas – telas povoadas por formas ambíguas e biomórficas que pareciam pairar entre a figuração e a abstração. Essas obras não eram meros experimentos formais; eram respostas profundas às ansiedades e incertezas de um mundo em guerra. No final dos anos 40, Rothko havia chegado ao seu estilo característico: telas de grande escala com blocos retangulares de cor que pareciam flutuar e ressoar uns com os outros. Ele removeu todos os vestígios de imagens reconhecíveis, concentrando-se no impacto emocional puro da cor e da forma. Isso marcou um momento crucial no desenvolvimento do Expressionismo Abstrato, estabelecendo Rothko como uma figura líder neste movimento inovador.

    O Campo de Cor e a Busca pela Transcendência

    A obra madura de Rothko é definida pelo que ficou conhecido como pintura “Campo de Cor” – vastas extensões de cor luminosa que envolvem o espectador em uma experiência imersiva. Essas pinturas não se tratam do que elas retratam, mas sim de como fazem você sentir. Rothko acreditava que a arte deveria envolver o espectador visceralmente, contornando a análise intelectual e falando diretamente às emoções. Ele aplicava meticulosamente finas camadas de tinta, criando sutis variações de tom e textura que pareciam emanar do interior da tela. As bordas de suas formas retangulares são frequentemente borradas, permitindo que se misturem e interajam umas com as outras, criando uma sensação de profundidade e movimento. Rothko evitava deliberadamente títulos além de números – “Nº 1”, “Nº 6” – incentivando os espectadores a confrontar as pinturas sem preconceitos e permitir que suas próprias respostas emocionais guiassem sua experiência. Ele buscou criar um espaço para a contemplação, um santuário onde os espectadores pudessem se conectar com algo maior do que eles mesmos. Sua ambição era nada menos do que evocar experiências espirituais profundas através da linguagem da cor.

    Principais Conquistas e Legado Duradouro

    Entre as maiores conquistas de Rothko estão “Nº 10 (1950)”, uma obra fundamental que exemplifica seu estilo em evolução, e os Murais Seagram (1958). Encomendados para o restaurante Four Seasons na cidade de Nova York, esses murais foram finalmente rejeitados por Rothko, que sentiu que seriam comprometidos pelo ambiente pretendido. Em vez disso, ele os doou à Tate Gallery em Londres, onde continuam a inspirar admiração e contemplação. Talvez seu projeto mais ambicioso tenha sido a Capela Rothko (1971) em Houston, Texas – um santuário não denominacional que abriga quatorze de suas pinturas. Projetada como um espaço para reflexão silenciosa, a capela é considerada um lugar sagrado por muitos, incorporando a crença de Rothko no poder espiritual da arte. A influência de Rothko nas gerações subsequentes de artistas tem sido imensa. Ele abriu caminho para a arte minimalista e continua a inspirar pintores contemporâneos que exploram as possibilidades emocionais da abstração. Apesar de lutar contra a depressão ao longo da vida, culminando em seu trágico suicídio em 1970, Mark Rothko permanece um dos artistas mais importantes e influentes do século XX – um mestre da cor cuja obra continua a ressoar com o público em todo o mundo.

    O Poder Duradouro da Ressonância Emocional

    As pinturas de Rothko são celebradas por sua capacidade de transmitir emoções humanas universais – tragédia, êxtase, desespero e esperança.

    Sua exploração da cor como um veículo para a expressão emocional revolucionou a pintura abstrata.

    A Capela Rothko é um testemunho de sua crença no poder espiritual da arte.

    Ele continua sendo uma figura fundamental do Expressionismo Abstrato e uma grande influência sobre artistas contemporâneos.

    O legado de Rothko se estende além do reino da história da arte. Sua obra nos convida a confrontar nossa própria mortalidade, a lidar com as complexidades da existência humana e a buscar significado em um mundo muitas vezes desprovido dele. Ele nos lembra que a arte não é apenas sobre estética; trata-se de conexão – conexão conosco mesmos, com os outros e com algo maior do que nós mesmos. O poder duradouro de suas pinturas reside em sua capacidade de evocar essas emoções profundas, oferecendo consolo, inspiração e um vislumbre das profundezas da alma humana. A arte como portal para o transcendental.

    Saiba mais

    Disponível online

    QR code que direciona para a página de download de No. 1

    artsdot.com/pt/art/download/mark-rothko-no-1-D38SCH-pt/

    Como citar esta obra

    MLA
    Rothko, Mark. No. 1. 1961, https://artsdot.com/pt/art/mark-rothko-no-1-D38SCH-pt/
    APA
    Rothko, Mark (1961). No. 1 [Painting]. https://artsdot.com/pt/art/mark-rothko-no-1-D38SCH-pt/
    Chicago
    Mark Rothko. No. 1. 1961. https://artsdot.com/pt/art/mark-rothko-no-1-D38SCH-pt/
    Harvard
    Rothko, Mark (1961) No. 1. Available at: https://artsdot.com/pt/art/mark-rothko-no-1-D38SCH-pt/

    Observe de perto

    No. 1 — Mark Rothko

    Observe de perto

    Responda com suas próprias palavras. Não existem respostas erradas aqui — apenas respostas que você possa explicar.

    1. O que chama a sua atenção primeiro e por quê?
    2. Quais cores ou formas criam a atmosfera — e que atmosfera é essa?
    3. O nosso catálogo classifica esta obra sob: color, field, rothko. Concorda? O que acrescentaria ou removeria?
    4. Relembre Centro Branco (1950), apresentado anteriormente neste guia. Identifique dois elementos que esta obra compartilha com a anterior e um que seja diferente.
    5. Color Field Abstraction: Huge areas of flat, soft colour meant to be felt rather than read as a picture of anything. Onde você pode observar isso nesta obra?

    Sua resposta

    Escreva um pequeno parágrafo sobre esta obra de arte. Utilize os factos das partes anteriores deste guia e as suas respostas acima.

    Quiz de arte

    No. 1 — Mark Rothko

    O quanto você conhece esta obra de arte?

    Selecione uma resposta para cada uma das 5 perguntas abaixo. Cada uma possui exatamente uma resposta correta.

    1. 1. Qual o principal movimento artístico ao qual a obra de Mark Rothko, "No. 1", pertence?

      • A Expressionismo Abstrato
      • B Impressionismo
      • C Cubismo
    2. 2. Qual a técnica de pintura utilizada por Mark Rothko na obra "No. 1", caracterizada pela aplicação direta da tinta?

      • A Pópera
      • B Alla prima
      • C Grisaille
    3. 3. Qual a principal emoção ou sentimento que a paleta de cores em "No. 1" evoca?

      • A Alegría e vitalidad
      • B Melancolia e introspecção
      • C Energia e dinamismo
    4. 4. Qual o tamanho da obra "No. 1"?

      • A 259 x 228 cm
      • B 300 x 400 cm
      • C 100 x 100 cm
    5. 5. Em qual década a obra "No. 1" foi criada?

      • A Década de 1930
      • B Década de 1960
      • C Década de 1980

    Minha pontuação: ____ de 5

    Gabarito — para o professor

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    1A · 2B · 3B · 4A · 5B