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Guia de Obras de Estudantes

O jovem

Nome Turma Data

Arthur William Devis, O jovem (1750), Government Art Collection. Domínio público.

Informações principais

Artista
Arthur William Devis artsdot.com/pt/artists/arthur-william-devis_pt/
Datas do artista
1712 – 1787
Pintura
1750
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensões originais
142 x 153 cm
Movimento
Georgian Portraiture
Realizado em
Government Art Collection artsdot.com/pt/museums/government-art-collection-londres_pt/
ElementosNotáveis
Pesca, retrato íntimo
Movimento
Conversosismo
Tema
Jovem pescador
Título
Young Man, the Young Waltonian

No contexto

O jovem — Arthur William Devis

Qual é o tamanho?

As dimensões originais são 142 × 153 cm (altura × largura), representadas aqui ao lado de um adulto de altura média.

Ano de criação

  1. 1710
  2. 1720
  3. 1730
  4. 1740
  5. 1750
  6. 1760
  7. 1770
  8. 1780

Sombreado: a trajetória de Arthur William Devis (1712–1787) ▲ esta obra, 1750

Obras comparáveis

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Paleta de cores

Medido a partir da imagem

    Cor principal

    Café expresso #3c2c0e

    Paleta catalogada

    • #3C2C0E
    • #6F6B4E
    • #C9BCA7
    • #18130D
    Paleta
    Tons terrosos A família de cores predominante na imagem.
    Nome da cor principal
    Café expresso
    Intensidade
    Monocromático O quão saturadas e variadas são as cores, desde um único tom suave até muitos tons vibrantes.
    Contraste
    Equilibrado O grau de variação da luminosidade e saturação das cores ao longo da imagem.
    Harmonia
    Forte unidade cromática A forma como as cores interagem entre si, desde o contraste marcante até a total harmonia.
    Brilho
    Sombras profundas O nível de luminosidade ou escuridão da imagem como um todo, desde as sombras profundas até os brilhos intensos.
    Saturação
    Cores suaves Quão puras e intensas são as cores, do quase cinza ao totalmente vívido.

    Sobre esta obra

    O jovem — Arthur William Devis

    Notas sobre esta obra

    Escrito para este guia a partir de fontes publicadas. O registro do catálogo em si encontra-se na primeira parte deste guia.

    Ano
    1750
    Dimensões
    142 x 153 cm
    EstiloArtístico
    Georgian
    Influências
    Tópicos florentinos
    Localização
    Coleção de Arte do Governo
    Meio
    Óleo sobre tela

    Uma Jornada ao Tâmulo da Elegância Georgian

    A pintura "Young Man, the Young Waltonian", atribuída ao pintor Arthur William Devis (1762–1787), é uma obra fascinante que captura um momento específico da vida georgiana inglesa. Criada por volta de 1750, esta tela apresenta um jovem homem em traje azul, acompanhado por um cachorro, numa cena que evoca o espírito da época e a busca pela beleza estética. O trabalho encontra seu lugar na história da arte como um exemplo notável do estilo conhecido como "conversation piece", uma tendência artística que valorizava retratos familiares e cenas cotidianas que convidavam à reflexão sobre valores humanos e sociais.

    O Sujeito: A figura central é um jovem rapaz vestido com roupas coloniais, símbolo da riqueza e influência do Império Britânico na época. Sua postura confiante e olhar direto refletem uma personalidade marcada pela inteligência e pelo desejo de conhecimento – características comuns entre os membros da aristocracia georgiana.

    Estilo e Técnica: Devis empregou uma abordagem meticulosa na pintura a óleo sobre tela, utilizando técnicas tradicionais que garantiam resultados impressionantes em termos de textura e luminosidade. O artista dominava o uso da luz e sombra para criar profundidade espacial e transmitir emoções sutis ao espectador.

    Contexto Histórico: A obra foi produzida durante um período de grande transformação política e econômica na Inglaterra, marcado pela ascensão da burguesia mercantil e pelo fortalecimento do poder naval britânico. O retrato reflete o interesse pela vida urbana e pelas atividades culturais que caracterizavam a sociedade georgiana, especialmente entre os membros da elite intelectual e artística.

    Simbolismo: A presença do cachorro ao lado do jovem homem pode ser interpretada como um símbolo de lealdade e proteção – valores importantes na cultura georgiana. Além disso, o objeto de pesca representa uma referência à atividade agrícola e à conexão com a natureza, elementos que eram considerados essenciais para o equilíbrio entre o homem e o ambiente.

    Impacto Emocional: Apesar da simplicidade da composição, a pintura transmite uma sensação de calma e serenidade, convidando o observador a contemplar a beleza da figura humana e a refletir sobre questões existenciais. É um retrato que celebra a inteligência, o espírito crítico e a capacidade de apreciar os prazeres simples da vida – atributos que permanecem relevantes até hoje.

    A tela encontra seu lugar na coleção do Governo Artístico, localizada no antigo edifício da Administração Naval em Londres, uma instituição que desempenhou um papel fundamental na promoção das artes visuais e na divulgação do conhecimento científico durante o século XVIII. Uma reprodução de alta qualidade desta obra pode enriquecer qualquer espaço interior, trazendo consigo a beleza estética e o espírito intelectual da época georgiana.

    Artista e museu

    Artista

    Arthur William Devis

    Nascido em Preston, Reino Unido

    Arthur William Devis (1762–1822): O Toque Suave do Retrato e da História

    Arthur William Devis (19 de fevereiro de 1712 – 25 de julho de 1787) foi um pintor inglês cujo pai, Anthony, foi o progenitor do que viria a ser uma dinastia familiar de pintores e escritores. O lugar de Arthur Devis na história da arte é, geralmente, o de um mestre do tipo de retrato conhecido hoje como conversation piece. Após mudar-se para Londres e realizar seu aprendizado com um artista topográfico flamengo, ele voltou-se para a retratística e adquiriu uma reputação considerável, embora esse sucesso não tenha perdurado. Incapaz de se adaptar às correntes artísticas que se tornaram moda posteriormente, seus encargios diminuíram e sua obra foi amplamente esquecida após sua morte, até o renascimento do interesse pelo estilo conversation piece no século XX.

    Vida Inicial e Formação: O talento artístico de Devis emergiu precocemente, alimentado por um legado familiar imerso na tradição artística. Seguindo os passos de seu irmão mais velho, Thomas Anthony Devis, que também era pintor, ele matriculou-se nas Royal Academy Schools em 1774, mergulhando no treinamento rigoroso exigido pela principal instituição artística da época. Seus anos formativos foram marcados pelo contato com figuras influentes como Sir Joshua Reynolds, cujos ensinamentos moldaram profundamente as sensibilidades estilísticas de Devis.

    Encargos Notáveis e Viagens: Devis ganhou reconhecimento por meio de sua participação na Free Society of Artists e continuou a exibir seu trabalho na Royal Academy, atraindo considerável aclamação. Um momento crucial ocorreu em 1783, quando foi nomeado desenhista no navio da Companhia Britânica das Índias Orientais sob o comando do Capitão Henry Wilson. Tragicamente, Devis sofreu um ferimento grave durante um encontro com papuas perto das Ilhas Schouten e, subsequentemente, enfrentou um naufrágio nas ilhas Pelw — desafios que, no entanto, o impulsionaram a perseverar em seus empreendimentos artísticos.

    Estilo e Técnica: O Traço Delicado da Elegância

    O estilo artístico de Devis é caracterizado por uma exquisite sensibilidade ao detalhe e um domínio magistral da técnica, particularmente evidente em seus retratos. Ele favorecia poses graciosas — muitas vezes retratando os sujeitos em momentos de quietude contemplativa — criando imagens imbuídas de uma beleza contida e profundidade psicológica. Sua paleta tendia para tons suaves, refletindo as preferências estéticas predominantes do final do século XVIII, mas ele alcançava uma luminosidade notável através da aplicação cuidadosa de veladuras e gradações sutis de cor. A observação meticulosa da anatomia por parte de Devis combinava-se perfeitamente com uma compreensão intuitiva da expressão humana, resultando em retratos que capturavam não apenas a semelhança física, mas também o caráter interior.

    Conversation Pieces: Devis destacou-se ao capturar a essência da vida doméstica através das “conversation pieces” — pinturas de gênero que retratam cenas de reuniões familiares ou interiores íntimos — um estilo altamente valorizado em sua época.

    Temas Históricos: Além da retratística, Devis assumiu ambiciosos encargos históricos, notadamente a representação da morte de Nelson e um retrato póstumo em homenagem ao Almirante Horatio Nelson.

    Obras Significativas e Legado

    Devis produziu uma obra impressionante que abrange aproximadamente sessenta e cinco pinturas que adornaram as galerias da Royal Academy entre 1779 e 1821, consolidando sua reputação como um dos principais artistas de Londres. Entre suas conquistas mais celebradas, destacam-se:

    Retrato de Sir William Jones: Esta obra-prima reside na British Library, exibindo a habilidade excepcional de Devis em capturar uma compostura digna e curiosidade intelectual.

    Retratos de Nelson: Suas representações de Nelson — tanto como Vice-Almirante quanto póstumas — permanecem como ícones da bravura naval e do orgulho nacional.

    Outros Encargos Notáveis: Ele realizou encomendas para figuras proeminentes, como o Rei George III a cavalo, Lord Howe e Sir Roger Newdigate, demonstrando sua versatilidade e ambição artística.

    A obra de Devis continua a inspirar admiração e estudo acadêmico, estando presente em museus por toda a Grã-Bretanha, incluindo a Royal Academy e o National Maritime Museum. Seu legado perdura não apenas como um testemunho do talento artístico, mas também como uma personificação das sensibilidades refinadas que definiram a era Georgiana — um período caracterizado pela elegância, pelo equilíbrio e por um profundo apreço pela beleza.

    Museu

    Government Art Collection

    Em exibição em Londres, Reino Unido

    Uma Coleção Sem Paredes: A Government Art Collection

    A Government Art Collection (GAC) ergue-se como um testemunho do compromisso duradouro da Grã-Bretanha com a expressão artística e da sua crença no poder da arte para promover a compreensão entre fronteiras. Estabelecido em 1899 com um objetivo visionário – representar a cultura britânica internacionalmente – este repositório extraordinário ostenta mais de 14.700 obras de arte que abrangem cinco séculos, transformando embaixadas e edifícios governamentais em telas vibrantes de história e inovação. Ao contrário dos museus convencionais confinados por limitações físicas, a GAC opera sob um princípio de dispersão, posicionando estrategicamente obras-primas como os retratos inquietantes de Lucian Freud e as esculturas provocativas de Damien Hirst em capitais ao redor do globo – Tóquio, Nairobi, Washington D.C., Bruxelas, Berlim – fomentando o diálogo e enriquecendo ambientes muito além do Old Admiralty Building em Londres, onde se localizam as suas principais instalações (com visitas de grupos limitadas disponíveis).

    A génese da Coleção derivou da perspicácia do 2º Visconde Esher, que reconheceu o papel crucial da arte na projeção da identidade britânica no cenário mundial. Inicialmente focada no retrato histórico, com o intuito de adornar espaços governamentais com imagens de figuras reverenciadas e reforçar o orgulho nacional, a GAC evoluiu rapidamente sob a curadoria de nomes como Richard Perry Bedford e Richard Walker. Esta transformação espelhou uma mudança cultural mais ampla, reconhecendo o dinamismo das vozes artísticas contemporâneas e ampliando o seu escopo para além da iconografia tradicional. A coleção de hoje não é meramente uma crónica de glórias passadas; ela engaja-se ativamente com o presente, defendendo artistas que refletem a herança multicultural da Grã-Bretanha – as esculturas têxteis de Yinka Shonibare celebrando a cultura Yoruba, as explorações de Lubaina Himid sobre a história e identidade negra britânica, e as impactantes representações de paisagens urbanas de Hurvin Anderson.

    Um pilar fundamental desta abordagem inovadora é a sua dedicação à acessibilidade. A presença da GAC em embaixadas não é simplesmente decorativa; ela encarna uma estratégia deliberada de diplomacia cultural — um esforço consciente para introduzir a arte e as sensibilidades artísticas britânicas a públicos de todo o mundo. Considere as paisagens evocativas de Paul Nash adornando a Embaixada Britânica em Tóquio, ou as esculturas de Barbara Hepworth enriquecendo a Alta Comissão em Nairobi – cada obra de arte serve como um condutor para a comunicação e apreciação. Além disso, o ‘Representation of the People Project’, lançado em 2018, exemplifica este compromisso com a inclusividade ao exibir obras criadas por artistas de diversas origens.

    O próprio cenário arquitetónico contribui significativamente para a experiência da GAC. Situada no histórico Old Admiralty Building – originalmente construído em 1865 como um quartel-general naval – a coleção ocupa um espaço imerso em história marítima e grandiosidade. Os seus tetos altos, detalhes ornamentados e o pátio tranquilo proporcionam o pano de fundo ideal para a contemplação e apreciação artística. Exposições recentes exploraram temas que variam do Romantismo Britânico ao Surrealismo e à Arte Conceptual, demonstrando o compromisso dos curadores em apresentar perspetivas desafiadoras e recompensadoras sobre a história da arte.

    Para além do seu impressionante acervo e património arquitetónico, o que distingue a Government Art Collection é a sua crença inabalável na capacidade da arte de transcender fronteiras geográficas. Ela representa uma visão singular — uma celebração do legado artístico da Grã-Bretanha disseminada globalmente, fomentando conexões entre culturas e inspirando públicos em todos os lugares. Explore mais em https://artcollection.dcms.gov.uk/

    Saiba mais

    Disponível online

    QR code que direciona para a página de download de O jovem

    artsdot.com/pt/art/download/arthur-william-devis-o-jovem-AQSAQT-pt/

    Como citar esta obra

    MLA
    Devis, Arthur William. O jovem. 1750, Government Art Collection. https://artsdot.com/pt/art/arthur-william-devis-o-jovem-AQSAQT-pt/
    APA
    Devis, Arthur William (1750). O jovem [Painting]. Government Art Collection. https://artsdot.com/pt/art/arthur-william-devis-o-jovem-AQSAQT-pt/
    Chicago
    Arthur William Devis. O jovem. 1750. Government Art Collection. https://artsdot.com/pt/art/arthur-william-devis-o-jovem-AQSAQT-pt/
    Harvard
    Devis, Arthur William (1750) O jovem. Government Art Collection. Available at: https://artsdot.com/pt/art/arthur-william-devis-o-jovem-AQSAQT-pt/

    Observe de perto

    O jovem — Arthur William Devis

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    4. Relembre PORTRAIT D'UN HOMME ET DE SA FILLE, visto anteriormente neste guia. Nomeie duas características que esta obra compartilha com a anterior e uma que seja diferente.
    5. Arthur William Devis tinha cerca de 38 anos quando esta obra foi feita. O que nela parece ser o trabalho de um artista nessa fase?

    Sua resposta

    Escreva um pequeno parágrafo sobre esta obra de arte. Utilize os factos das partes anteriores deste guia e as suas respostas acima.

    Quiz de arte

    O jovem — Arthur William Devis

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    1. 1. ¿Quién pintó esta obra maestra?

      • A Leonardo da Vinci
      • B Rembrandt van Rijn
      • C Arthur William Devis
    2. 2. ¿En qué siglo se creó este cuadro?

      • A Siglo XV
      • B Siglo XVIII
      • C Siglo XX
    3. 3. ¿Cuál es el estilo artístico predominante en esta pintura?

      • A Impresionismo
      • B Renacimiento Italiano
      • C Conversiones
    4. 4. ¿Qué elemento destaca en la composición de la imagen?

      • A Una figura humana prominente
      • B Un paisaje urbano detallado
      • C Una representación realista de un perro
    5. 5. ¿Por qué este cuadro es considerado importante en la historia del arte británico?

      • A Porque fue una obra innovadora que desafió las convenciones artísticas tradicionales.
      • B Porque representa un período clave de la historia naval inglesa.
      • C Porque captura la esencia de la vida cotidiana en Londres durante el siglo XVIII.

    Minha pontuação: ____ de 5

    Gabarito — para o professor

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    1C · 2B · 3C · 4A · 5C